19.3.15

derivadamente

derivadamente


derivo a minha mente
demente
descrente do que deveria ser
e não o é

derivo deveras a mente
que desmente
a dormente e inebriante ilusão
da vida que podia ser

e de tanto derivar
derivo, demente
e minto à minha mente
dizendo assim, a mim mesmo,
demente!



-dedicado à pérfida Manon

21.9.13

a poesia morreu

a poesia morreu e o encanto acabou.
foi-se céu, mar, lua e tudo o que fora belo
nem mesmo a lágrima, pérfida amiga
só restava (ou melhor, nem mesmo restava) o fim
o fim da poesia.

então, a mim e para mim,
frio e paralisado,
só resta esperar pelo fim
da única poesia que ainda me resta - a vida.